Figma no talo: de "quase comprada" a IPO de US$ 65 bi

A Figma era uma noiva prometida. Adobe chegou com buquê de US$ 20 bilhões em 2022, mas o casamento foi barrado pelo padrinho antitruste.
Dois anos depois, a Figma subiu ao altar de Wall Street — e saiu de lá valendo mais que a própria pretendente.
250% de alta na estreia
Você não leu errado. +250%.
A startup que reinventou o design colaborativo foi de IPO modesto (US$ 19 bilhões) pra um valor de mercado de US$ 65 bilhões em um piscar de olhos.
Não é só uma estreia.
É o maior choque de realidade positiva que o mercado de tech já viu desde o fim da era dos juros zero.
O IPO mais quente do ano
Enquanto o Vale do Silício ainda lambe as feridas do inverno das big techs e das startups megalomaníacas, a Figma abriu a porteira com:
- US$ 9 bi captados no IPO
- Alta de +250% nas ações no primeiro dia
- E uma mensagem clara: "ainda dá pra acreditar em SaaS que entrega."
Venture capital voltou a sorrir
Depois de um 2023 amargo, o IPO da Figma foi como um espresso duplo pra galera de VC:
- Andreessen Horowitz, Index Ventures, Sequoia...
- Todos com participação bilionária.
- Todos agora com um caso de uso real pra mostrar em pitch decks.
A saída era via Adobe. A vitória veio via NYSE.
O anticlímax da Adobe
Adobe queria comprar. Reguladores não deixaram.
Hoje a Adobe vale US$ 212 bilhões.
A Figma, US$ 65 bilhões — e crescendo.
Detalhe: a Adobe ainda usa a Figma nos bastidores.
O que a Figma vende?
Colaboração. Simplicidade. Interface.
Mas, mais que isso: tempo.
É o Slack dos designers.
O Google Docs do protótipo.
E o Zoom da aprovação criativa.
E tudo isso num mercado que agora aprendeu a valorizar eficiência em vez de vaidade de founder.
Referências: